terça-feira, 5 de setembro de 2017

Novo exame de imagem pode prever o risco de AVC

De acordo com cientistas britânicos, um novo tipo de ressonância magnética pode ser uma técnica menos invasiva de medir o colesterol das artérias carótidas

Um novo tipo de exame de imagem pode prever o risco de acidente vascular cerebral, de acordo com um recente estudo publicado no periódicos científicos JACC: Cardiovascular Imaging e no PLOS ONE.

A técnica, desenvolvida por cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, consiste em uma ressonância magnética capaz de rastrear as carótidas, artérias que ligam ambos os lados do pescoço ao cérebro, em busca de possíveis placas de colesterol, que podem causar o acidente vascular cerebral (AVC), medindo-as e avaliando os riscos dessas dimensões.

Menores riscos

Estima-se que, ao longo da vida, uma em cada seis pessoas sofrerá um AVC, que é a principal causa de incapacidade no mundo. Anualmente, são registradas 6,5 milhões de mortes devido ao problema. Só no Brasil, em 2015, foram cerca de 100.000 óbitos.

Aproximadamente 85% dos casos de AVC são do tipo isquêmico, ou seja, causados pela obstrução de um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro, bloqueando a passagem de oxigênio para as células nervosas (também chamadas de neurônios). Já os outros 15% são referentes à forma hemorrágica, quando um aneurisma (vaso enfraquecido) rompe e sangra no cérebro.

Para os pesquisadores, a nova técnica pode ajudar a reduzir os casos de AVC isquêmico e antecipar o tratamento. “”Ser capaz de quantificar o colesterol nas placas carotídeas é uma perspectiva realmente animadora, pois essa nova técnica poderia ajudar os médicos a identificar pacientes em risco e tomar decisões mais informadas sobre seus tratamentos.”, disse Luca Biasiolli, um dos autores do estudo, ao jornal on-line britânico The Guardian

O exame

Em um primeiro teste, a equipe de pesquisa utilizou o método para medir a quantidade de colesterol nas artérias de 26 pacientes que estavam à espera de cirurgia. Depois de as placas terem sido removidas, os pesquisadores analisaram o conteúdo delas e realmente coincidia com o indicado pelo exame anterior. Em um segundo teste, eles confirmaram os resultados em mais 50 pessoas.

No entanto, mais pesquisas são necessárias para colocá-la em prática. “Essa pesquisa abre a possibilidade para que no futuro possamos identificar mais precisamente pessoas com placas que possam se romper e causar o derrame”, disse Nilesh Samani, diretor da Fundação Britânica do Coração, que ajudou a financiar o estudo. “Os pacientes podem ser tratados antes do acidente – com cirurgia removendo a placa, por exemplo – enquanto outros, com antecedência, podem até ser poupados da cirurgia.”

Velocidade no atendimento

A velocidade no atendimento de uma pessoa com AVC é determinante para evitar sequelas graves como dificuldades de movimentação, linguagem, visuais, de memória e até mesmo comportamentais. Em casos de AVC isquêmico, por exemplo, a artéria obstruída impede a passagem de sangue e oxigênio para aquela área do cérebro. isso faz com que a cada minuto não tratado, o paciente perca, aproximadamente, 1,9 milhões de neurônios na região afetada.

Além disso, o trombolítico alteplase (rt-PA), medicamento injetável que age deixando o sangue mais fino, a fim de dissolver o trombo e desobstruir a artéria, só pode ser administrado até 4h30 após o início dos sintomas. Após esse período, é necessário um procedimento mais complicado, chamado trombectomia, que consiste na remoção do trombo da artéria, e demanda a existência de um neurorradio intervencionista.

Para que a intervenção seja rápida, é fundamental reconhecer os sintomas do problema que, geralmente, surgem subitamente. Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do rápido atendimento ao paciente que está sofrendo um AVC, a Rede Brasil AVC, ONG criada com o objetivo de melhorar a assistência global ao paciente com AVC em todo o país, e a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com o apoio da Boehringer Ingelheim, lançaram a campanha “A Vida Conta – Cada minuto faz diferença”, focada em vídeos com informações impactantes sobre a doença.

Alguns dos temas abordados são a identificação dos sintomas mais comuns como dormência ou fraqueza na face, braço ou perna – especialmente em um lado do corpo -, confusão, dificuldade para falar ou compreender a fala, dificuldade para enxergar, tontura (sensação giratória) associada com dificuldade para andar, perda de equilíbrio ou coordenação. Também pode haver dor de cabeça súbita, intensa e sem causa conhecida – mais comum em AVC hemorrágico.

Outro ponto importante é a redução dos fatores de risco. Alguns, como hereditariedade, idade e sexo não podem ser modificados, mas fatores associados ao estilo de vida, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, arritmias cardíacas, tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse são preveníveis.

Fonte: Veja.com

terça-feira, 13 de junho de 2017

Sucos e refrigerantes são os maiores promotores da chamada erosão dentária, cada vez mais comum. Mas, uma série de outros fatores também ameaça à saúde bucal

Apesar das taxas de cárie no Brasil terem caído aproximadamente 13% ao longo da última década, a ascensão de outra condição, a erosão dentária, tem tirado o sorriso dos especialistas. Caracterizada pelo ataque de substâncias ácidas ao esmalte, essa doença pode desgastar os dentes e desequilibrar a mastigação se não for tratada de maneira adequada.

O que está por trás dessa baita encrenca? 

No topo da lista, o consumo de refrigerantes. Estima-se que o brasileiro consome 70 litros de bebidas gaseificadas por ano. Os sucos de limão, laranja, morango e abacaxi também representam perigo nesse sentido, assim como isotônicos e energéticos. Conheça outros fatores de risco e descubra o que fazer para evitar seus efeitos nocivos:

Doenças de base: No refluxo gastroesofágico e na bulimia, os substratos estomacais que fazem a digestão viajam até a boca e atacam os dentes.

Remédios: Xaropes infantis, ácido acetilsalicílico, determinados antibióticos líquidos e vitamina C efervescente entram nessa relação.

Drogas ilícitas: Sujeitos viciados em cocaína geralmente friccionam o pó na gengiva e nos dentes. Há suspeitas de que o ecstasy também afete a região.

Natação: Atletas precisam se proteger se ficam muito tempo treinando em piscinas tratadas com cloro. Elas têm o pH bem baixo.

Poluição: Já existem estudos indicando que morar em áreas com a atmosfera cheia de sujeira aumenta o risco de o problema dar as caras.

Como evitar a erosão dentária

  • Não escove os dentes logo após comer ou beber algo ácido. Espere uns 30 minutos. Só não se esqueça da higiene bucal depois desse intervalo.
  • Em vez da escovação imediata, realize bochechos com água. Isso reequilibra o pH e eleva a secreção de saliva, que tem ação protetora.
  • Fique o menor tempo possível com a bebida nadando na boca. Oriente as crianças a não brincar com o refrigerante ou o suco no meio dos dentes.
  • Mascar um chiclete sem açúcar faz as glândulas salivares trabalharem com mais rapidez para neutralizar os ácidos.
  • Vai tomar uma laranjada? Que tal compor o lanche com queijos ou castanhas? Alimentos com pH básico anulam o atentado ao esmalte.
  • Aposte no gelo: além de tornar o líquido menos ácido, a temperatura baixa desacelera um pouco processos químicos, como é o caso da erosão.
  • Invista nos canudinhos. O tubo de plástico entrega o conteúdo do copo direto para a garganta, sem que ele trave contato com a dentição.

Fonte: Exame.com

terça-feira, 30 de maio de 2017

Estatina reduz risco de infarto, derrame e insuficiência cardíaca

Um novo estudo acaba de comprovar mais um benefício das estatinas para a saúde cardíaca. Além de ter o colesterol controlado, pessoas que tomam estatinas têm menor probabilidade de terem o músculo do coração espesso, condição conhecida como hipertrofia ventricular esquerda, que aumenta o risco de infarto, insuficiência cardíaca e derrame no futuro.

Menor volume e espessura

No estudo, apresentado durante o EuroCMR 2017, conferência sobre exames de imagem cardíaca realizada em Praga, na República Tcheca, pesquisadores da Universidade de Londres analisaram, por meio de exames de ressonância magnética, o coração de 4.622 pessoas na Inglaterra, das quais 17% tomavam estatinas. Os resultados mostraram que, em comparação com quem não fazia tratamento com o medicamento, aqueles que faziam tinham câmaras ventriculares esquerdas com uma porcentagem de massa muscular 2,4% menor. Seu volume de massa ventricular esquerda e direita também eram menores.

Mas, na prática, o que isso significa? De acordo com Nay Aung, autor do estudo, essas características correspondem a uma redução no risco de desfechos adversos associados a um coração grande e espesso, como infarto, insuficiência cardíaca e derrame, em pacientes que, teoricamente já estavam em risco mais alto de desenvolver problemas cardíacos, em comparação com aquelas que não usam o medicamento.

Os resultados foram confirmados mesmo após os cientistas contabilizaram outros fatores que podem afetar o coração, como etnia, gênero, idade e índice de massa corporal (IMC).

Possível explicação

Segundo informações do jornal britânico The Guardian, outros benefícios já comprovados das estatinas incluem melhoria da função dos vasos sanguíneos, redução da inflamação e estabilização dos depósitos de gordura nas paredes das artérias.

Embora o estudo atual não tenha analisado o porquê desse efeito benéfico das estatinas na estrutura e função cardíaca, pesquisas anteriores já haviam mostrado que o medicamento reduz o stress oxidativo e a produção de fatores de crescimento, químicos naturais que estimulam o crescimento celular. Essas características podem ter influência em seu efeito sobre a estrutura cardíaca. As estatinas também ajudam a dilatar as veias sanguíneas, levando a uma melhora no fluxo e redução do stress do coração.

Medicina personalizada

Apesar dos resultados, Aung ressaltou que isso não significa que todas as pessoas acima dos 40 anos devem tomar estatinas.”As recomendações sobre quem deve ou não tomar estatinas são claras. Há um debate sobre se deveríamos reduzir o ‘corte’ e, o que nós descobrimos é que para pacienteis que já estão tomando o medicamento, existem efeitos benéficos que vão além da redução do colesterol, e isso é bom. Mas, em vez de liberar a prescrição, precisamos identificar as pessoas que mais se beneficiaram desse tratamento, algo conhecido como medicina personalizada“, finalizou.

Fonte: Veja.com

terça-feira, 9 de maio de 2017

Fumar enfraquece gene que protege as artérias, diz novo estudo

O tabagismo pode debilitar em até 60% o gene que protege as artérias de obstrução por acúmulo de placas de gordura, podendo levar à aterosclerose

O tabagismo pode debilitar em até 60% um gene que protege as artérias de obstrução, aumentando o risco de fumantes desenvolverem doença arterial coronariana (aterosclerose), indica estudo americano.

A pesquisa, publicada no dia 03 de maio, na revista científica Circulation, aponta a correlação entre hábitos e genética no acúmulo da placa que endurece as artérias e pode ser um caminho no combate à doença.

“Este foi um dos primeiros grandes passos rumo à resolução do complexo quebra-cabeça das interações genético-ambientais que levam a doenças coronarianas”, disse o pesquisador Danish Saleheen, da Universidade da Pensilvânia e um dos autores do estudo.

O tabagismo provoca, aproximadamente, 1,6 milhão de mortes anuais em todo o mundo e é responsável por um em cada cinco casos de aterosclerose. No entanto, os mecanismos de correlação entre o hábito e a doença ainda não haviam sido identificados. Seguindo a hipótese de alteração genética correlacionada ao fumo, os cientistas americanos analisaram mais de 60 mil casos de aterosclerose e outros 80 mil dados reunidos em 29 estudos sobre a interação genética com o tabagismo. Como resultado, eles identificaram que mudanças no cromossomo 15, próximas ao gene que produz a enzima ADAMTS7, estavam associadas a menos riscos de doenças na artéria coronária, 12% no caso de pessoas que nunca fumaram e 5% no caso de quem já foi ou é fumante.

Para melhor observar as implicações da alteração genética no cromossomo 15, os pesquisadores realizaram testes com ratos. Eles constataram que, nos animais modificados geneticamente, a produção da ADAMTS7 diminuiu significativamente e reduziu o acúmulo de plaquetas de gordura nas artérias. Em seguida, de modo a confirmar a influência do fumo na fabricação da enzima, eles aplicaram um extrato líquido da fumaça do cigarro em células da artéria coronária e observaram que a produção da ADAMTS7 mais que dobrou. Ou seja, a enzima está relacionada ao acúmulo de lipídios na corrente sanguínea e sua produção pode ser inflada pelo tabagismo.

Agora, os pesquisadores querem estabelecer exatamente como os variantes da enzima podem proteger contra a doença arterial coronariana, como o fumo afeta o gene que a produz e, se inibir a substância, pode reduzir a progressão de pacientes fumantes que já desenvolveram a aterosclerose.

Fonte: Veja.com

terça-feira, 2 de maio de 2017

Os cuidados que se deve ter com a pele nas diferentes idades

Manter a pele sempre hidratada, bonita e saudável é um desafio enfrentado por homens e mulheres de qualquer idade e para alcançar esse resultado, é preciso adotar uma série de cuidados dia após dia.

Mesmo que alguns desses cuidados sirvam para qualquer pessoa de qualquer idade, outros são mais específicos para cada faixa etária, e devem ser introduzidos à rotina no decorrer dos anos, a fim de suavizar o efeito do tempo.

De acordo com o médico dermatologista do Hospital Samel, Carlisson Zamith, “cuidar da pele é fundamental desde a infância, para que a pele não sofra tanto. Muitas pessoas acham que por serem jovens, não precisam seguir orientações básicas de cuidado”. Esse mesmo conselho serve para as pessoas com mais idade, que muitas vezes não conhecem os cuidados que devem ser seguidos. Neste post, você vai poder conferir dicas de cuidados que se deve ter com a pele de acordo com a sua faixa etária. Confira:

Entre 20 a 25 anos
De acordo com o especialista do Hospital Samel, nessa idade, o foco principal deve ser na prevenção, pois a pele possui uma boa quantidade de colágeno e elastina, substâncias essas que lhes dão sustentação e uniformidade à pele. Entre os cuidados básicos, estão lavar o rosto ao menos duas vezes ao dia, utilizando um produto adequado para o tipo de pele, aplicar hidratante após a limpeza e utilizar o protetor solar pela manhã.

25 a 30 anos
Nesse período, o indivíduo deve manter os cuidados básicos de limpeza e hidratação e intensificar o uso do protetor solar, passando-o diariamente no rosto, colo e mãos, para evitar o aparecimento de manchas. “Nessa faixa etária, cremes anti-idade podem ser usados para amenizar as linhas de expressão”.

35 a 45 anos
Entre 35 e 45 anos, deve-se manter os cuidados básicos, dando foco nas regiões ao redor dos olhos e da boca, para combater o aparecimento de rugas.

45 a 59 anos
A partir dos 45 anos, os cuidados com limpeza, hidratação e proteção solar devem ser intensificados, pois a pele sofre alterações com o passar dos anos. Nessa faixa etária, há uma degradação de colágeno maior do que na juventude. Por conta disso, é necessário estimular a formulação do colágeno para tentar ajudar a pele.

60 anos ou mais
“A pele perde a elasticidade e a firmeza, por isso, os tratamentos devem ser ainda mais intensos, mantendo sempre a limpeza diária, hidratação e proteção solar. Nessa faixa etária, a textura da pele é mais fina e a flacidez é comum, sendo os cuidados imprescindíveis para manter a boa saúde”, finaliza o especialista.

No geral, ter uma alimentação equilibrada e adotar hábitos saudáveis são recomentados para a saúde da pele em todas as idades.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Herpes: saiba como se pega e como se proteger

A herpes é uma doença altamente contagiosa que se pega através do contato direto com a ferida da herpes da pessoa infectada e pode ocorrer através do beijo, no banheiro, pela roupa ou até mesmo pelo ar, no caso da herpes zóster.


O contato com algum objeto infectado com o vírus, como copo, talheres, toalhas da pessoa infectada também é altamente contagioso na fase em que a ferida está cheia de bolhas com líquido. Porém, o indivíduo recentemente contaminado pode demorar anos para desenvolver os primeiros sintomas de herpes.

Herpes labial

O vírus da herpes labial é transmitido por meio do beijo; pelo copo; uso do mesmo talher; uso da mesma toalha; uso da mesma roupa ou qualquer outro objeto que tenha sido usado anteriormente pelo indivíduo contaminado e que ainda não tenha sido desinfetado.

Um indivíduo que possuir herpes genital e que colocar seu órgão genital na boca de um outro indivíduo poderá contaminá-lo, e este último vir a desenvolver a herpes labial.



Herpes genital

O vírus da herpes genital é transmitido através do contado direto com a ferida do indivíduo contaminado; ao utilizar objetos ou roupas que tenham entrado em contado com a ferida;

contato íntimo; uso da mesma roupa íntima; no banheiro, ao sentar no vaso sanitário; ao usar a mesma toalha ou qualquer outro objeto que tenha sido usado anteriormente pelo indivíduo contaminado e que ainda não tenha sido desinfetado.

Herpes zóster

O vírus da herpes zóster é transmitido por meio do contato com as secreções do indivíduo contaminado e pelo ar, onde basta o indivíduo com catapora tossir ou respirar perto dele. Se ele já tiver tido catapora antes, poderá desenvolver herpes.

A herpes zóster é a reativação do vírus da catapora que se manifesta num local específico, quando há uma baixa do sistema imune. Geralmente, o indivíduo é contaminado com o vírus da catapora na infância e desenvolve a catapora. Quando este é exposto a alguém com catapora, o vírus pode ser reativado e ele pode desenvolver herpes.

Tratamento para herpes

O tratamento para herpes é feito com o uso de uma pomada ou comprimido anti-viral como Zovirax, que deve ser usada quando a ferida aparecer e por, aproximadamente, 7-10 dias. Durante este período recomenda-se que o indivíduo tenha todos os seus objetos de uso pessoal separados dos outros, para evitar o contágio da doença.

terça-feira, 7 de março de 2017

Conheça os sinais ignorados antes de um infarto

Uma em cada seis pessoas que morreram de ataque cardíaco teve sintomas ignorados pelos médicos, de acordo com novo estudo
Você conhece os sinais que antecedem um infarto? Um estudo médico realizado pelo Imperial College de Londres, na Inglaterra, descobriu que, entre 2006 e 2010, 16% das pessoas que morreram devido a ataques cardíacos haviam sido internadas nos 28 dias anteriores. De acordo com informações da BBC Brasil, a pesquisa, publicada recentemente na revista científica The Lancet, mostrou que sintomas como desmaio, falta de ar e dor no peito foram observadas até um mês antes da morte em alguns dos casos analisados.

Os pesquisadores analisaram registros hospitalares de 135.950 pessoas com mortes por infarto no Reino Unido durante quatro anos. Desses pacientes, 21.677 não tiveram seus sintomas cardíacos identificados durante a internação. “Médicos são muito bons em tratar ataques cardíacos quando eles são a principal causa, mas não tratamos muito bem ataques secundários ou sinais sutis que podem apontar para um infarto que termine em morte num futuro próximo”, explica Perviz Asaria, médico e principal autor do estudo.

Isso chama atenção para um possível descuido dos médicos, de acordo com Jeremy Pearson, diretor médico do Instituto Britânico do Coração. “Essa falha na detecção de sinais de alerta é preocupante. E esses resultados devem levar os médicos a serem mais vigilantes, reduzindo a chance dos sintomas se perderem e, em última análise, a salvar mais vidas.”

Sintomas do infarto

Nem sempre a dor no peito é o sintoma mais percebido em casos de ataque cardíaco, principalmente entre mulheres, idosos e diabéticos. Podem ser percebidas dores em outras partes do corpo, como o braço – na maioria das vezes, o esquerdo – mandíbula, pescoço, costas e abdômen. Outros sintomas comuns do infarto são:
  • Transpiração
  • Falta de ar
  • Tosse ou chiado
  • Sensação de tontura
  • Ansiedade
Fonte: Veja.com