terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Carnaval: quem viajará para locais com febre amarela deve se vacinar 10 dias antes

Quem pretende viajar durante o carnaval para cidades que tiveram casos recentes de febre amarela e ainda não foi vacinado deve se programar com antecedência, já que a vacina leva 10 dias para fazer efeito.

Foliões que pretendem chegar a cidades afetadas no sábado de carnaval, dia 25 de fevereiro, por exemplo, devem se vacinar até esta quarta-feira (15), segundo as recomendações do Ministério da Saúde.

A pasta recomenda que se vacine quem visitará cidades no leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, oeste da Bahia, além do noroeste do Rio de Janeiro, que fica na divisa com áreas que têm registros de casos.


O esquema de vacinação da febre amarela no Brasil é composto de duas doses. Veja os detalhes:


Este ano, o Brasil já teve 234 casos confirmados de febre amarela e 79 mortes pela doença, de acordo com boletim divulgado na última segunda-feira, 13 de fevereiro, pelo Ministério da Saúde. Deste total de óbitos, 69 ocorreram em Minas Gerais, estado mais afetado desde o início do surto.

O vírus da febre amarela que causa o atual surto no Brasil circula nas áreas ruais, silvestres e de mata, transmitido pelos mosquidos Haemagogus e Sabethes.

Confira os sintomas da Febre Amarela:


Fonte: Portal G1

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Nova droga testada nos EUA ataca um dos mecanismos do Alzheimer

Elas são importantes para manter a estabilidade dos neurônios. Porém, quando se tornam defeituosas, acabam contribuindo para o desenvolvimento de doenças degenerativas para as quais não existe cura. Entre essas enfermidades está o Alzheimer, o tipo de demência mais prevalente em todo o mundo. 

Agora, pela primeira vez, um grupo de pesquisadores conseguiu reverter os danos que as chamadas proteínas tau provocam no cérebro e que estão associados diretamente à destruição progressiva das funções cognitivas. Segundo os autores do trabalho, publicado na revista Science Translational Medicine, o resultado abre caminho para o desenvolvimento de um tratamento direcionado.


Quando a proteína tau se torna defeituosa, ela perde a capacidade de estabilizar o microtúbulo, espécie de esqueleto celular. A consequência é a formação dos emaranhados neurofibrilares — como um novelo de lã desenrolado de qualquer jeito, o cérebro fica tomado por “nós”. Muitas patologias neurológicas estão associadas a esse processo, incluindo a paralisia progressiva supranuclear, um distúrbio do movimento que pode afetar pessoas de todas as idades, e as demências frontotemporais, que geralmente surgem entre 40 e 50 anos.

Embora as chamadas taupatias — doenças neurodegenerativas causadas pelo excesso de proteína tau — sejam alvo de muitos estudos, até agora ninguém tinha conseguido reverter sua ação. “Nós mostramos no estudo um composto sintético que é o primeiro a reverter os danos associados à tau no cérebro. Essa molécula diminui os níveis da proteína circulante, prevenindo e, em alguns casos, eliminando os danos neurológicos”, afirma Timothy Miller, professor da Universidade de Washington em St. Louis (EUA) e principal autor. Os testes, porém, foram realizados com animais e não há previsão de quando — e se — os resultados poderão se aplicar a humanos.

O que a equipe de Miller fez foi atacar, em ratos manipulados para ter os emaranhados neurofibrilares, uma molécula que atrapalha o processo de fabricação de proteínas. Antes que o gene consiga passar instruções para que as substâncias sejam produzidas corretamente, a molécula destrói o RNA mensageiro. Os cientistas desenvolveram um antídoto para isso.

Todos os dias, ao longo de um mês, eles administravam uma dose do composto aos roedores que, aos 9 meses de idade, já apresentavam problemas neurológicos devido aos emaranhados. Quando os animais tinham 12 meses, os pesquisadores mediram a quantidade de tau, de material genético da tau e de emaranhados da proteína no cérebro das cobaias. Segundo Miller, houve redução significativa dos três parâmetros, comparado aos ratos que receberam placebo.

Como os níveis também estavam mais baixos que os dos roedores de 9 meses, os cientistas acreditam que o tratamento não apenas parou, mas reverteu o acúmulo da tau. “Quando essa linhagem de ratos geneticamente modificados atinge 9 meses, o hipocampo, uma importante área do cérebro associada à memória, tipicamente está encolhido e há morte de neurônios. Mas, com o tratamento, o cérebro não estava mais tão murcho, embora não tenhamos evidência da reversão da morte neuronal”, observa o neurologista.

Medula espinhal

Os pesquisadores também testaram a técnica em um modelo primata, ministrando duas doses de placebo ou do composto no fluido cerebrospinal de macacos cinomolgos saudáveis. De acordo com Miller, no caso de um tratamento com humanos, essa seria a forma de aplicação do medicamento, pois o fluido circula da medula espinhal até o cérebro. Duas semanas depois, foi medida a quantidade de proteína tau e de RNA tau nos animais. Novamente, o composto reduziu ambos os parâmetros.

O neurologista ressalta que tratamentos com oglionucleotídeos, como a substância utilizada nos testes, foram aprovados recentemente nos EUA para tratar distrofia muscular de Duchenne e atrofia muscular espinal. Agora, a Universidade de Washington está em processo de obtenção da patente para  reduzir os níveis de tau. “Essa é uma abordagem bastante promissora”, diz.

Otávio Castello, diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer, ressalta que o estudo é  uma peça a mais no quebra-cabeça das doenças neurodegenerativas. “Para isso ser replicado em humanos, ainda precisa muita coisa. Esse é o primeiro nível da pesquisa. Para virar um remédio de fato, a gente tem uns 10 anos pela frente”, diz. “Eles conseguiram reduzir a quantidade de proteína tau, não só de nova, mas daquela que estava depositada no cérebro em degeneração. Além disso, viram que a quantidade de neurônios mortos era menor. A redução do volume do hipocampo, que com a doença vai murchando, também tinha desacelerado.”

Segundo o especialista, em ratos, o remédio foi promissor em relação a uma das vias pelas quais a doença de Alzheimer se estabelece no cérebro. “É interessante como perspectiva de pesquisa, mas não pode ser replicado imediatamente em humanos”, ressalta. Castello também destaca que atacar um dos mecanismos associados à destruição do cérebro pelo Alzheimer não significa atacar a causa da doença. “Isso representa um novo remédio? Não. Representa a perspectiva do desenvolvimento de novas drogas que consigam trabalhar adequadamente com a proteína tau”.

"Para isso ser replicado em humanos, ainda precisa muita coisa. Esse é o primeiro nível de pesquisa. Para virar um remédio de fato, a gente tem uns 10 anos pela frente.” 

Otávio Castello, diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer e não participante do estudo.

Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Infomédico Samel - Catapora: Quais sintomas e como tratar?

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Nessa edição do Infomédico Samel, o médico assistente do Hospital Samel, Eun Chul Park, fala sobre a catapora, uma das doenças mais comuns da infância. Causada por vírus, ela pode ser altamente contagiosa para aqueles que nunca foram acometidos por ela ou para aqueles que não receberam a vacina.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Infarto agudo do miocárdio: Causas, sintomas e tratamento



Caracterizado pela ausência ou redução da circulação do sangue no coração, o infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como “ataque cardíaco” ou “ataque do coração”, pode ser fatal.

Estudos recentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostram que as doenças cardiovasculares - que afetam o sistema circulatório e o coração, matam mais que o câncer no Brasil.

Cerca de 350 mil mortes são registradas por ano no país causadas por infarto, insuficiência cardíaca e AVC, enquanto que o câncer é responsável por aproximadamente 190 mil mortes ao ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). 

No mundo, 17,5 milhões de pessoas vão a óbito todos os anos decorrente de doenças cardíacas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Causas
 
O médico cardiologista do Hospital Samel, Dr. Paulo César Ferreira, explicou, em entrevista ao Blog Conexão Saúde, que o infarto acontece quando uma ou mais artérias responsáveis por levar o oxigênio ao coração, chamadas de artérias coronárias, são bloqueadas por um coágulo de sangue que se forma sobre uma placa de gordura existente na parte interna da artéria.

De acordo com o Dr. Paulo César, a presença de placas de gordura no sangue recebe o nome de ‘asterosclerose’. “O paciente que possui essas placas com algum grau de obstrução na artéria é portador da doença arterial coronariana. Conforme essa placa cresce, ela obstrui cada vez mais a artéria, fazendo com o que o indivíduo sinta dor no peito ao realizar esforços físicos (angina) ”.

Sintomas
 
Os sintomas do infarto são bem específicos, como a já referida dor no peito, de forte intensidade e sensação de aperto ou queimação, ardor semelhante à azia; dor peitoral que se irradia para a mandíbula, ombros e braços, mais frequentemente do lado esquerdo, além de palpitações prolongadas. “Suor em excesso, tontura e desfalecimento, náuseas e vômitos, ansiedade e agitação são manifestações clínicas que uma pessoa também pode apresentar ao sofrer um infarto”, ressalta o cardiologista.

Diagnóstico

O diagnóstico, em regra, é feito por um serviço de saúde de emergência e tem base nos sintomas apresentados e nos resultados do eletrocardiograma, além de exames de sangue. “O ecocardiograma pode ser muito útil em casos onde não há uma certeza do evento.

Quando confirmada a suspeita, métodos de imagem podem ser utilizados para investigação da extensão da lesão no miocárdio, os vasos envolvidos e o local da obstrução”, informa o Dr. Paulo César Ferreira.

Tratamento

O tratamento do infarto do miocárdio visa reduzir a lesão e evitar complicações que podem levar o indivíduo a óbito, o que inclui a administração de medicamentos para que o coração trabalhe de modo maneirado e para auxiliar a restauração da circulação sanguínea.

Dependendo do tipo de infarto e da gravidade do evento, a desobstrução das artérias pode requerer um procedimento mais invasivo, como a angioplastia e a cirurgia de revascularização do miocárdio.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Uso excessivo de celular pode ocasionar “pescoço de texto”



O momento em que vivemos atualmente é de grandes mudanças no cenário mundial que provém, principalmente, do desenvolvimento tecnológico. Por meio dele, temos acesso a uma quantidade cada vez maior e melhor de ferramentas que acabam influenciando as nossas vidas de diversas formas.

Uma dessas ferramentas é o aparelho celular, que se tornou um companheiro quase inseparável, visto por muitas pessoas como um bem essencial no dia a dia. Além de facilitar a comunicação com quem está distante, tornou-se uma agenda pessoal, GPS, câmara fotográfica, entre outras funções. Estudos apontam que cerca de 1,1 bilhão de pessoas no mundo possuem um smartphone e essa quantidade deve triplicar até o fim de 2018.

Porém, não é novidade que o uso excessivo do celular pode causar danos à saúde, entre elas, na postura do usuário. Especialistas, em especial os fisioterapeutas, têm alertado seus pacientes sobre uma disfunção que tem atingindo cada vez mais pessoas nos últimos anos: o pescoço de texto. O fisioterapeuta intensivista do Hospital Samel, Elton Rico, explica que o pescoço de texto é uma “síndrome causada pelo uso prolongado de celulares, tablets ou qualquer outro dispositivo eletrônico, onde o utilizador fica com o pescoço em posição de flexão acentuada”. 

Elton Rico
Fisioterapeuta intensivista do Hospital Samel
 

Elton explica que “todos nós temos uma linha média entre a coluna vertebral e a cervical. Quando ultrapassamos essa linha média ao baixar muito a cabeça, uma tensão é ocasionada na parte anterior da cervical e por alongar excessivamente a musculatura posterior da cervical, surge uma fraqueza.

 Essa tensão gerada na parte anterior da cabeça provoca dor e desconforto e quando você começa a perceber esses sintomas, é porque o corpo já tentou se adaptar de várias formas e chegou ao limite”.

Dessa forma, o simples hábito de checar e enviar mensagens de texto, acessar as redes sociais, navegar na internet ou utilizar aplicativos do celular, por exemplo, pode ocasionar uma pressão acentuada nas partes frontais e traseiras do pescoço. 

De acordo com Elton Rico, “quando a cabeça é muito inclinada para frente, a pressão na nuca aumenta, como se um peso de 25 a 30 kg estivesse sobre a cabeça”. Além disso, o hábito também pode causar dores de cabeça e, em alguns casos, piorar a artrite. Para evitar esse problema, o fisioterapeuta faz algumas recomendações. “Corrigir a postura é essencial para evitar o pescoço de texto”.  Alguns exercícios também podem ajudar. “O que mais recomendamos é que a pessoa deite-se no chão ou encoste em uma parede e comece a estender cabeça, a nuca e os ombros suavemente para trás, até alongar totalmente”.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Dores de cabeça: causas e tratamentos



Também conhecida como cefaleia, a dor de cabeça é um problema muito comum e frequente na população em geral, sendo uma das causas mais comuns na busca por atendimento médico. O problema pode ocorrer isoladamente como manifestações de um complexo sintomático agudo, como a enxaqueca, ou pode ser um sintoma de uma doença em desenvolvimento, como infecções, sangramentos intracranianos ou neoplasia cerebral. 

Estudos indicam que cerca de 90% da população mundial já apresentou ou apresentará um episódio de dor de cabeça ao longo da vida. Com isso, é necessária uma avaliação completa e sistemática das dores de cabeça, de preferência de um neurologista. 

Em entrevista ao Blog Conexão Saúde, o médico neurocirurgião do Hospital Samel, Denis Esteves Riad, explicou o porquê de sentimos dores de cabeça, tempo médio de duração, principais causas, tipos de tratamento mais indicado, entre outras informações. Confira:

  Por que sentimos dores de cabeça?

As dores de cabeça ocorrem por conta das alterações metabólicas do corpo, que levam a alteração dos vasos sanguíneos ou dos músculos que sustentam a cabeça. “O cérebro, por si só, não dói. O que dói são as estruturas em volta dele, como vasos sanguíneos, a dura máter (membrana que protege o cérebro), o periósteo (membrana que protege o osso), músculos, gordura e pele”, explica o Dr. Denis Riad.

Dor de cabeça e enxaqueca. Qual a diferença?

As dores de cabeça comuns, de acordo com o Dr. Denis, são autolimitadas e, geralmente, estão relacionadas a excesso ou privação de sono, longos períodos de jejum ou intoxicação exógena (álcool), além de serem de baixa frequência e curta duração. 

“A privação de sono, juntamente com os longos períodos de jejum são os principais desencadeadores da dor de cabeça. O sono não reparador interfere na qualidade de vida levando à fadiga, astenia, alterações de humor e, consequentemente, a cefaleia”.

Já as enxaquecas (ou migracâneas), tem um curso mais crônico. “As enxaquecas tendem a se repetir diversas vezes e têm duração superior a quatro horas, podendo durar até três dias”, ressalta o neurocirurgião. 

Normalmente, ela tem uma característica pulsátil e tende a ser hemicraniana (em um lado da cabeça), e podem vir associadas a vômitos e, em alguns casos, apresentar sintomas como visualização de luzes piscando, dormência no corpo e sentir um cheiro desagradável”.

A enxaqueca com aura, aquela que se caracteriza por fenômenos sensoriais, pode apresentar primeiro uma sensação que avisa o paciente que vai ter a dor, chamados de ‘pródromos’. “A partir desse estágio, inicia-se um fenômeno, normalmente sensitivo, que chamamos de ‘aura’, que dura entre 20 a 30 minutos, onde o sintoma mais comum são as escotomas cintilantes na visão. Daí, então, temos o estágio da cefaleia propriamente dita, que pode durar algumas horas, seguindo pelo período de recuperação, onde o paciente fica muito cansado, chegando a exaustão.

A enxaqueca possui várias hipóteses etiológicas, passando desde teorias hormonais a metabólicas, que tem como componente final uma alteração na sensibilidade dos vasos sanguíneos do cérebro.

Dor de cabeça em crianças

Segundo o Dr. Denis, a cefaleia em crianças é relativamente incomum e sua presença indica doenças em outras partes do corpo, como, por exemplo, infecções ou diabetes. A história clínica e os exames de imagem ajudam a elucidar esse diagnóstico.
  
Diagnóstico e tratamento

Em 80% dos casos, a história clínica e exames físicos são capazes de indicar um diagnóstico preciso da causa da cefaleia do paciente, além de exames laboratoriais e de imagem. Para o alívio da dor de cabeça, geralmente é indicado um anti-inflamatório não esteroidal e se houve uma alta frequência durante o mês, é utilizado um profilático a noite, que de acordo com o Dr. Denis Riad, inclui várias medicações.